Confira o que motivou a indicação pela equipe de Atualidade Cosmética dos finalistas do 27º Prêmio Atualidade Cosmética nas categorias de empresas e profissionais.

Andrea Alvares (Natura): Ao longo dos últimos anos, a Natura vem passando por um processo de transformação em diferentes aspectos do negócio. Um dos mais relevantes, dada a própria dinâmica do mercado de beleza, recai sobre a evolução do posicionamento da marca, revalorizando elementos que tinham sido perdidos e modernizando tanto os seus discursos quanto o portfólio de produtos, sem se desconectar dos princípios e valores fundamentais que norteiam tudo o que a empresa faz.  Desde 2016 na Natura, o trabalho liderado por Andrea Alavares permite enxergar uma Natura mais colorida, jovem e alegre. Uma marca reenergizada e que passou a se movimentar mais em várias frentes - deixando

a contemplação e partindo para a ação; assumindo posições  de mercado - como o conceito da “casa de perfumaria do Brasil”, e sociais - com outros discursos além do discurso ambiental, que sempre marcou a empresa, de maneira mais firme. Essa forte ação colocou a Natura numa posição de voz que ela não tinha antes, trazendo-a para territórios e discussões dos quais ela não participava ativamente, como as questões relacionadas à identidade de gênero, e, especialmente, a ressignificação da beleza, como no statement pelo fim dos “rótulos” apregoados com o relançamento de Tododia. São temas que ganharam relevância numa sociedade em transformação e, que ao mesmo tempo, atendem a novas necessidades do negócio, muito mais dinâmico e que se dá em várias frentes e plataformas concomitantemente.

 

José Vicente Marino (Avon): A indicação pelo segundo ano consecutivo (agora, pelo trabalho realizado na Avon), leva em conta os importantes resultados obtidos pela operação brasileira da Avon num período extremamente curto de tempo.

O negócio parou de sangrar, o que certamente não é o suficiente para devolver

a empresa ao Olimpo, mas foi condição fundamental para que a Avon pudesse vislumbrar futuro não só por aqui, mas no mundo, uma vez que o Brasil é de longe, a maior operação da companhia. De acordo com as consultas que fizemos ao mercado, esse resultado é fruto da adoção medidas que, de certa forma, todos sabiam que precisavam ser tomadas, mas que por algum (ou alguns motivos), não a foram. Da revisão da histórica política de descontos da companhia, ao enxugamento do portfólio para dar mais recursos e atenção para as marcas e categorias de maior relevância para a companhia. Algo que está em linha com o plano global da Avon - inclusive, mas que, novamente, sem coragem, não teria sido executado na velocidade e na magnitude que o foram. Boa parte da liderança da empresa que já estava na casa foi mantida e ganhou suporte para seguir reconstruindo a posição da marca Avon, atualizando o discurso da empresa para os tempos modernos e reforçando o diferencial de inovação da empresa, algo que já vinha sendo feito há algum tempo, mas que em meio às circunstâncias da empresa, não foram suficientes para evitar a queda dos negócios.

 

Lázaro Marques (Salon Line): Embora as inovações em produtos estejam no centro da indústria de beleza, a verdade é que a distribuição exerce papel fundamental. No comando da operação comercial da Salon Line - que há tempos desenvolve produtos que hoje ditam tendência no mercado de hair care -  Lázaro Marques trabalhou para que a evolução da distribuição nos últimos dois anos andasse pari passu com a necessidade de crescimento da empresa (sem colocar o carro na frente dos bois) e com a ampliação do portfólio para atender, de forma mais assertiva, aos novos canais nos quais a empresa tem investido para continuar crescendo. E tem feito isso sem desfavorecer os canais mais tradicionais da empresa - algo até esperado em processos de expansão para novos canais, mas que a Salon Line conseguiu executar de maneira bastante organizada e, até onde enxergamos, com pouco impacto negativo em sua presença nas perfumarias. E mais importante, esse trabalho comercial tem sido conduzido com consistência, alinhado com as outras áreas da empresa, permitindo uma execução coerente das estratégias da marca nos diferentes canais de venda.

Coty Consumer Beauty: Embora operando sob o guarda-chuva da corporação global, na prática a Coty Consumer Beauty brasileira é uma unidade que roda

de forma distinta, com estrutura e estratégias próprias. Esse parece ter sido um aspecto fundamental para que a operação local obtivesse resultados também distintos, com crescimentos de vendas e ganhos de mercado, enquanto os resultados gerais da divisão ao redor do mundo foram bem menos satisfatórios. Muito desse resultado se deve ao fato de que a operação local manteve muito

do que já vinha sendo executada pela divisão quando ela ainda pertencia a Hypermarcas: uma estratégia de preços agressivos (smart choice), com produtos de boa performance e marcas locais reconhecidas pelo consumidor. O mercado não enxerga mais a estratégia de preços da companhia como um movimento de compra de market share (como foi entendido em momentos importantes, como

os lançamentos dos desodorantes Bozzano), mas sim como uma estratégia mesmo, suportada por uma execução comercial bem feita e uma estrutura produtiva verticalizada.

 

Granado & Phebo: Dona de duas marcas centenárias a Granado & Phebo vem sendo extremamente consistente na sua estratégia de crescimento ao longo dos últimos anos, incluindo a expansão dos canais de lojas exclusivas das suas marcas, com a expansão do portfólio em categorias que ainda oferecem um bom espaço de crescimento para a marca, como fragrâncias e perfumes de ambiente, sempre agregando inovação, com produtos muito bem conceituados, característicos e que representam uma assinatura original e autêntica do Brasil. Ao mesmo tempo, a empresa mantém o espaço tradicional e histórico no varejo multimarcas de itens como os sabonetes Phebo e a linha Granado Bebê, que acreditamos (e as nossas fontes também), representam o grande volume de vendas da companhia. É de se admirar o fato de que a empresa consegue operar nesses dois universos tão distintos sem que as marcas (ambas) tenham conflitos nos seus posicionamentos.

 

Salon Line: a terceira indicação consecutiva da Salon Line é fruto, antes de tudo, uma mostra da consistência que existe no trabalho que vem sendo realizado pela Salon Line. A empesa, que hoje é uma trend setter e uma das líderes em market share na categoria de cuidados com os cabelos, encontrou um bom equilíbrio no ritmo de desenvolvimento de produtos, mantendo a agilidade de sempre e com produtos bastante focados. Mas, agora, a empresa também olha para os diferentes canais nos quais tem batalhado por espaço na hora de pensar os produtos, adequando o seu portfólio de marcas e itens para essa nova realidade. O fato

de a empresa, desde meados da década, vir num forte ritmo de crescimento, mas conseguindo não se perder nesse processo (o que não seria incomum), também

é um aspecto importante, especialmente porque a companhia tem realizado várias iniciativas no sentido de fortalecer a sua gestão e normatizar vários aspectos que hoje regem o negócio, mas que ainda não estão  formalizados.

Amávia Cosméticos (BA):  A baiana Amávia se destaca de cara por ter fugido

da armadilha que tolheu o crescimento, ou a sustentabilidade de boa parte

da indústria de produtos para os cabelos da Bahia: a dependência

dos umidificadores e de sempre precisar oferecer preços baixos. Ao apostar

na construção de uma marca mais sofisticada, foi possível equilibrar o binômio preço e performance.Com isso, a empresa pôde avançar com o desenvolvimento de produtos que vem agregando mais tecnologia e inovação ao seu portfólio

e consolidando o bom trabalho de construção da imagem da marca que vem sendo feito por meio das embalagens e do trabalho nos pontos de venda.

A evolução no modelo de negócios também é uma demonstração de como a empresa busca caminhos alternativos para crescer. Em dois anos, a empresa que ainda tem  nas perfumarias especializadas o maior volume dos seus negócios, abriu uma frente nova e importante com as franquias, dando à marca uma nova frente de crescimento. Embora tendamos a olhar também para a sustentabilidade e a consistência das estratégias adotadas (o que dificulta a nossa capacidade de avaliar a operação de franquias), é inegável que chagar em 82 lojas em menos  de dois anos de operação é um feito bastante considerável.  

 

Ciclo Cosméticos (SC): A Ciclo Cosméticos, baseada na região metropolitana

de Florianópolis, vem avançando de forma consistente, abrindo novos espaços no mercado, sem sacrificar o seu posicionamento de ser uma marca de lifestyle jovem e com foco em perfumação. Hoje, a Ciclo é uma das pouquíssimas marcas nacionais independentes bem posicionada nas lojas de departamento e uma

das poucas marcas brasileiras de perfumaria com espaço na distribuição seletiva independente. O equilíbrio entre produtos bem posicionados, de preço agressivo e uma distribuição focada vem permitindo que a marca cresça ocupando espaços ainda não explorados no universo multimarcas, como uma perfumaria infantil com mais elementos de perfumaria do que de banho, que tem aberto portas em canais ainda pouco explorados pela própria marca, dando-a mais capilaridade e escala. A recente incursão no universo das celebridades digitais, com o lançamento da fragrância de Nah Cardoso é outra iniciativa que chamou

a nossa atenção, uma vez que os lançamentos de influencers têm se concentrado na categoria de maquiagem, o que dá a Ciclo a vantagem de sair

na frente da concorrência.

 

Eico Cosméticos (SP): O modelo de negócios da EICO está baseado num equilíbrio entre produtos de ticket médio-alto, que permite à empresa oferecer produtos de alta performance (a tecnologia cosmética custa caro), com posicionamentos bastante específicos, o que mantem a marca em um segmento ainda muito pulverizado e longe da briga de foice do mercado de mass market tradicional, dominado pelas multinacionais. Na outra ponta, e tão importante quanto, o trabalho de distribuição e construção de canais da Eico tem sido alvo de elogios no mercado, já que a empresa embora em expansão, mantem o seu foco no canal especializado em beleza, algo que é valorizado pelos lojistas do segmento, que muitas vezes se ressentem quando as marcas que eles ajudaram a construir, começam a migrar para outros canais de forma afobada. A conjunção desses fatores, ao menos com base no que apuramos, tem sido a chave para o forte crescimento da empresa, que vem dobrando de tamanho nos últimos anos, algo ainda mais incrível em meio a um ambiente de fraqueza no consumo e num mercado que, como já foi dito, é bastante pulverizado com muitos atores pequenos e médios disputando um lugar ao Sol.

Bel Cosméticos: A rede de origem baiana tinha como meta alcançar as 50 lojas

em 2020, mas graças a um plano agressivo de expansão que se soma a uma estrutura enxuta e uma operação capitalizada, o número será alcançado neste ano. A bandeira, pioneira na abertura de lojas em shoppings centers, vem fazendo incursões em novos mercados do Nordeste e Sudeste. A Bel vem avançando consistentemente no complexo mercado carioca, onde já está presente (ou com contrato assinado) nos principais shoppings e em São Paulo, onde inaugurou a empresa obteve um marco importante ao inaugurar sua loja no Morumbi Shopping, um dos mais importantes do Brasil, apresentando um novo formato de loja, um pouco mais compacta e com mix bem selecionado, que vai permitir a varejista se expandir em shoppings mais sofisticados e tradicionais dos grandes centros, onde a oferta por bons espaços é muito escassa. 

 

Leo Cosméticos: A bandeira de perfumaria nascida em Londrina, já se expandiu para as principais cidades do Paraná com suas lojas de 400 m2 e cerca de 35 mil itens de beleza disponíveis. Apenas na região metropolitana de Curitiba, onde chegou em 2017, já são cinco lojas em operação. A empresa vem investindo na consolidação da sua estrutura organizacional para suportar o forte ritmo de expansão. Neste ano, a Leo Cosméticos cruzou a fronteira para inaugurar três lojas no estado de Santa Catarina, um mercado sem um ator dominante no varejo especializado.  

 

Shopping dos Cosméticos: Líder na capital goiana, a rede de perfumaria que soma mais de duas décadas de atuação no mercado vem apostando numa estratégia de expansão mais concentrada em cidades próximas a Goiânia e, mais recentemente, em Brasília, onde já conta com duas lojas. A varejista vem se destacando na área digital, com um trabalho consistente junto a influenciadoras locais e apostando em lojas com layout mais sofisticado e reforçando o seu mix com produtos de maior valor agregado, como os itens profissionais para os cabelos.

 

A escolha do vencedor será realizada por meio de cédula de votação eletrônica enviada aos leitores cadastrados de Atualidade Cosmética e do Cosmética News.

O período de votação vai até o dia 06/11. Os vencedores serão conhecidos apenas durante a cerimônia de entrega do 27º Prêmio Atualidade Cosmética.

 

O 27º Prêmio Atualidade Cosmética conta com o oferecimento da Vollmens Fragrances; o patrocínio Diamante da Patrus Transportes Urgentes e da Cramer; patrocínio Prata da Aura Ideias e da Kosmoscience; apoio da Antilhas, da BEL Cosméticos e da Faculdade Oswaldo Cruz. Também suportam o evento a Wheaton, a Orlandi, a Quorum Fragrances, a Forma Pack e a Aqia.

 

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27º Prêmio Atualidade Cosmética
Dia: 08 de novembro (Sexta-feira)
Horário: 19h30
Local: Teatro Alfa - Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro, São Paulo - SP
Traje: Social completo